domingo, 13 de novembro de 2011

Flower

Mou modorenakute torimodosenakute
Ushinatta mono ga amari nimo oosugite
Kisetsu hazure no yuki wo tsukande sora ni baramaita

Omae no koboshita namida ga konayuki ni kawateku
Kimagure na sono hohoemi ni tada furetakute

Yurusare wa shinai tsumi wo kurikaeshite
Tatoe jigoku ni ochi kono mi ga Yakararete mo
Hohoemi wo kureru omae ga ireba ii
Umarekawaru nara yorisou hana ni

Tada ubaiatteta nikushimiatteta
Ano jidai no katasumi de naitetta
Nanimo nai ore ni wa tada mabushisugiru hana deshita

Omae no nokoshita kotoba ga ima mo mune ni tsunoru
Asuno nai sekai nado nai... to hohoende

Hitori de nemurenai yoru wa mata otozure
Tatoe tada munashii owari ga mattete mo
Omae ga ireba ii tada sore dake de ii
Umarekawaru nara yorisou hana ni

Hitori nokosare namida wa karehate
Mujou ni kisetsu wa kawaritsuzukeru

Omoide ni shigamitsuite mo
Ano koro ni wa modorenakute
Owari naki kanashimi kasanete

Daichi wa hateshinaku subete wa utsukushiku
Omae ga me wo tojita kisetsu wa sugite yuku
Kanashimi wa ima mo kie wa shinai keredo
Omoikogarete ita sekai ga hajimaru

Kanashimi no hate ni yatto mitsuketa
Omae to yu na no hana wo dakishimeta
Yurusenai hodo ni ai ga koborete yuku

Umarekawaru nara omae no soba ni
You are the irreplaceable flower
You are the irreplaceable flower
You are the irreplaceable flower

- Flor -

Sem poder retornar, sem poder trazer de volta
Foram muitas coisas eu perdi
Peguei a neve fora de época e espalhei no céu

As lágrimas que você derramou vão se transformando em neve
Queria apenas tocar nesse seu sorriso casual

Repetindo os mesmos erros imperdoáveis
Mesmo que eu caia no inferno, que o meu corpo queime
Não me importarei porque tenho você sorrindo para mim
Se for para eu renascer, quero ser uma flor próxima a você.

Eu ficava apenas lutando e odiando os outros
E chorando nos cantos daquela época
Você era uma flor irradiante, para um sem nome como eu.

As palavras que você deixou estão crescendo em meu peito
"Não existe o mundo sem o amanhã..." disse sorrindo

Noites solitárias de insônia voltam a me visitar
Mesmo que me reste apenas um fim vazio.
Tendo você para mim já está bom, isso já é o bastante
Se for para eu renascer, quero ser uma flor próxima a você.

Largado sozinho, minhas lágrimas secam
e cruelmente as estações vão mudando

Mesmo que eu me agarre às lembranças
Não posso voltar à aquela época
Tristezas sem fim vão se acumulando

Terras infinitas, todas belas
O tempo em que você fechou os olhos vão passando
Mesmo agora a tristeza não se apaga, mas
o mundo que eu imaginei vai começar

No fim da minha tristeza finalmente encontrei
A flor chamada "você" e abracei
Inconsolavelmente o meu amor vai transbordando

Se um dia eu renascer, que seja ao seu lado
Você é a flor insubstituível
Você é a flor insubstituível
Você é a flor insubstituível

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

DESPEDIDA


Existem duas dores de amor:
A primeira é quando a relação termina e a gente,
seguindo amando, tem que se acostumar com a ausência do outro,
com a sensação de perda, de rejeição e com a falta de perspectiva,
já que ainda estamos tão embrulhados na dor
que não conseguimos ver luz no fim do túnel.

A segunda dor é quando começamos a vislumbrar a luz no fim do túnel.

A mais dilacerante é a dor física da falta de beijos e abraços,
a dor de virar desimportante para o ser amado.
Mas, quando esta dor passa, começamos um outro ritual de despedida:
a dor de abandonar o amor que sentíamos.
A dor de esvaziar o coração, de remover a saudade, de ficar livre,
sem sentimento especial por aquela pessoa. Dói também…

Na verdade, ficamos apegados ao amor tanto quanto à pessoa que o gerou.
Muitas pessoas reclamam por não conseguir se desprender de alguém.
É que, sem se darem conta, não querem se desprender.
Aquele amor, mesmo não retribuído, tornou-se um souvenir,
lembrança de uma época bonita que foi vivida…
Passou a ser um bem de valor inestimável, é uma sensação à qual
a gente se apega. Faz parte de nós.
Queremos, logicamente, voltar a ser alegres e disponíveis,
mas para isso é preciso abrir mão de algo que nos foi caro por muito tempo,
que de certa maneira entranhou-se na gente,
e que só com muito esforço é possível alforriar.

É uma dor mais amena, quase imperceptível.
Talvez, por isso, costuma durar mais do que a ‘dor-de-cotovelo’
propriamente dita. É uma dor que nos confunde.
Parece ser aquela mesma dor primeira, mas já é outra. A pessoa que nos
deixou já não nos interessa mais, mas interessa o amor que sentíamos por
ela, aquele amor que nos justificava como seres humanos,
que nos colocava dentro das estatísticas: “Eu amo, logo existo”.

Despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo.
É o arremate de uma história que terminou,
externamente, sem nossa concordância,
mas que precisa também sair de dentro da gente…
E só então a gente poderá amar, de novo.


quarta-feira, 2 de novembro de 2011

A Fênix


Então chega ao fim da jornada
é chegado o grande momento
abre tuas asas grande ave
retorna agora ao teu ninho
obtiveste através de muita luta
o teu merecimento.

Fenece na terra
o corpo do homem
fulgura no infinito
o espirito da fênix
um espirito hoje remido.

Alça teu voo
ó graciosa ave
espirito do homem na terra
alma livre na eternidade
continua aluna
na escola da vida.

Fez a passagem com serenidade
pereceu nas chamas do ego agoniante
renasceu das cinzas da sua humanidade
para novamente alçar teu voo
o espirito fulgurante.

Eleva-te o mais alto que puderes
vistasse de tua plumagem fogueante
liberta-te enfim de tua carne
conquiste o infinito universo
ó espirito bondoso e radiante.